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Cristal

Publicado em 15 de junho de 2012 | Por Redação Meu Bairro

Moradores reclamam de boca de fumo na Icaraí

Cheiro forte e sujeira no local indicam que ele está sendo utilizado nos últimos dias.

Recebemos no início da semana duas ligações de moradoras do Bairro Cristal. O contato era para que averiguássemos uma situação preocupante na Avenida Icaraí. De acordo com os relatos, um muro aberto no Hipódromo do Cristal estaria virando boca de fumo a céu aberto o que tem deixado apreensivos os moradores da região.

De acordo com as moradoras, no início do ano houve um contato com o Hipódromo para que o buraco fosse fechado, mas como a prefeitura planeja fazer obras para a Copa no local, há um impasse para restaurar a área que está depredada.  “Isso começou antes do verão. Eu já entrei em contato com o Hipódromo e disseram que em maio a Prefeitura ia fazer uma parada de ônibus ali, por isso eles não mexeram ainda”, a moradora, que prefere não se identificar, relata ainda que até mesmo prostituição estaria acontecendo no local. “A gente saía no final de tarde para caminhar e passava por ali, agora não dá mais, ficou muito perigoso”, completou.

A segunda pessoa a ligar, que também preferiu não se identificar, contou que há poucos dias uma mulher que trabalha nas proximidades foi assaltada quando passava pelo local. “Ainda bem que eles só levaram as coisas dela, celular e bolsa, mas imagina se tivesse levado ela para dentro daquele mato, não sei o que teriam feito…”.

Em contato com o Hipódromo, uma funcionária da secretaria explicou que por diversas vezes os zeladores tentam erguer um muro ou colocar uma grade na extensão da estrutura que separa o Hipódromo da rua, mas que as pessoas que ocupam o local à noite derrubam e depredam as construções. “A gente tenta fazer, mas eles derrubam”, explicou. Ela disse ainda que as árvores que estão no local não podem ser derrubadas por conta de uma Lei Municipal. “Nós não temos como tirar aquele verde (árvores altas) dali porque seremos multados pela SMAM, e nós não temos como ver o que está acontecendo porque as árvores são muito altas. A Zeladoria tira, mas eles voltam à noite”.

A funcionária lembrou, também, que o Hipódromo investiu para resolver essa situação, construindo muros e colocando grades. Segundo ela, o DMLU já os notificou para que fosse feita uma limpeza no local. “A gente vai ali, limpa, mas eles voltam e sujam tudo de novo”.

A Brigada Militar já foi chamada inúmeras vezes para averiguar a situação no local. De acordo com o Major Leandro Luz, da 4ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar, sempre que solicitada, a BM vai ao local e dispersa as pessoas que lá estão. “Nós prendemos algumas pessoas que cometem crime por ali. Algumas já foram presas por mais de três vezes, mais do que isso nós não podemos fazer”, explica. O major salienta que esse é um problema social, mas que acaba tendo de ser resolvido pela Polícia.

“As pessoas reclamam, e com razão, porque somos os únicos do Estado que entram nas vilas. Mas somos a Polícia, não assistentes sociais. Não tem lei que ampare a Polícia a tirar as pessoas dos lugares e deixá-las em outro, esse é o famoso direito de ir e vir”. Major Leandro Luz.

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Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



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