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Publicado em 20 de maio de 2015 | Por Nilo Cabral

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Por que podar em meses sem erre?

Uma situação corriqueira deu-me uma ideia, creio que pertinente, nada espetacular, nem inovadora, interessante, por certo. Ao comentar com a mãe de uma menina vizinha que as podas deveriam ocorrer em meses sem erre, a menina, que a acompanhava, me inquiriu, por que? Não sabia, porém, prometi a pesquisa. A mãe da menina respondeu que isto fazia bem às plantas. Fiquei intrigado, não com a minha ignorância, e sim com a minha estagnação. Por que não sugeri uma pesquisa para que a resposta fosse explorada com aos professores? Temos uma cultura estúpida. Silenciamos diante da ignorância, como se isto fosse motivo de vergonha. Pesquisei, claro, mas fiquei insatisfeito. Daí é que me cutucou a ideia de uma atividade a fim de colaborar com a integração comunidade-escola.

Qual foi a ideia? Sugerir à menina e aos professores, os sensíveis, claro, a aproveitarem o tema para uma troca de saberes. O engraçado nisto, talvez porque sou um dinossauro, é que, embora goste muito da web, a proposição a exclui. O despertar da baseia-se naquele impulso de pesquisa, de investigação. Diante de um rico ambiente de informações, quais as fontes mais seguras? Perguntar a quem sabe. E quem mais sabe sobre o tema jardinagem? O jardineiro, claro. Portanto, ao invés de empurrar a menina à web, seria mais interessante propor atividades integradas em busca de vários saberes. Óbvio que temos os botânicos e tal, contudo a proposta é de integração.

Vamos à sugestão, finalmente. A mais simples: convidar um jardineiro do bairro para comparecer à escola (propor que o convite seja feito pelos alunos, claro que acompanhados de um professor), se o jardineiro tiver um conhecimento intuitivo, integrá-lo a um outro especialista, um botânico sensível que faça a ponte entre o mundo científico e os saberes dos povos nativos. A sugestão mais complexa, porém, seria ampliar a rica experiência a toda a unidade escolar a fim de motivar a outras pesquisas e sensibilizar para a necessidade de preservar, de cuidar e por aí afora. No bairro em que resido, os maus tratos às praças e áreas verdes são impressionantes. Esta pequena ideia poderia levar a mais de um encontro, talvez um dia, dois ou mais e motivar uma série de atividades (os professores as sabem): pesquisas integradas, trabalhos escritos, gravados, blog, grupo em redes sociais, aí, é com eles. A minha sugestão é em homenagem a estes mestres que me ensinaram a ter este tipo de atenção para com o conhecimento.

Os resultados? Integração com a comunidade, valorização de profissionais por vezes anônimos, valorizar a troca de saberes, o espírito de pesquisa, o fluxo de conhecimento aluno-jardineiro-botânico-professor. Tudo isto poderia, claro, ser registrado e transformado em um rico material escolar (os pequenos repórteres, cinegrafistas, jornalistas e tal).

Nota: não sou professor, já exerci a atividade, vivo, porém a eles integrado, devido ao meu trabalho. Acompanho dois excelentes projetos de educação ambiental. E este despertar de ideia foi motivado, é óbvio, devido a este convívio.

Aliás, por que podar nos meses sem erre? Pequise, afinal de contas, nada nasce sem o adubo de uma boa pesquisa. Metáfora interessante. Cortar galhos, sem conhecimento faz mal às plantas, se orientado, porém, beneficia e surte efeitos fantásticos a tais seres vivos.

Adendo. Se algum professor ou escola vier a adotar a ideia, avisem-me. Gostaria, não por vaidade, e sim porque considero importante registrar algo que contribua para uma interação maior e para a harmonia comunitária.


Sobre o autor

é Jornalista - PUCRS/87. Repórter, assessor de imprensa. Atuou como professor universitário, de 1995 a 2006. Realiza vídeos para empresas e assessora a comunicação da equipe Onlybyskate.



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