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Publicado em 24 de abril de 2015 | Por Nilo Cabral

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Libertando a quem e o que, afinal?

Bem curto, porque os tempos assim exigem; parece que poucos serão os que, em um breve futuro, ainda lerão mais do que três – ufa, já muitos – parágrafos. Texto curto, mas nem tanto.

O fato é que temos sim que ficar alertas diante de alguns recuos sociais. Sim, recuos. E por que? Ora, há sinais claros de que as questões de gênero estão em momento importante de discussão. Nada há de novo quanto às variáveis entre os extremos, inclusive o próprio conceito. Ou alguém ainda acredita em histórias da carochinha?  O que muda, definitivamente, é  a legitimidade de declarar o que nos é presente há milênios, o que muda é a garantia dos direitos. Ou eles são para todos ou este sonho se dilui em delírios moralistas.

Os gêneros sempre estiveram questionados, senão em público, na vida privada. O que tínhamos era uma sociedade repressora, castradora, até mesmo por agentes que se omitiam a confirmar o que lhes pertencia como natureza. E é muito provável que boa parte destes, como juízes e carrascos, expiassem o que consideravam como culpa em sentenças pesadas aos seus mais queridos entes. E, tanto quanto isto, temos sim que enfrentar outros debates, como o conceito de liberdade e democracia, como compatibilizar crenças excludentes em sociedades que pregam a liberdade? É um tema fundamental. Li, há tempos um livro que tratava desta questão complexa. Como assegurar a liberdade de uma crença que tudo faz para excluir o direito alheio?


Sobre o autor

é Jornalista - PUCRS/87. Repórter, assessor de imprensa. Atuou como professor universitário, de 1995 a 2006. Realiza vídeos para empresas e assessora a comunicação da equipe Onlybyskate.



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