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Publicado em 16 de outubro de 2019 | Por Redação Meu Bairro

Ulbra Zona Sul reúne mulheres que venceram o Câncer de Mama

Vencer o Câncer de Mama não é só uma tarefa para os oncologistas. A luta das mulheres que enfrentam essa batalha é muitas vezes contra a tristeza, a desesperança, o medo.

Mas é dessa provação que saem histórias de superação, de vitória e amor pela vida. Na última semana a Ulbra Polo Zona Sul fez um bonito encontro. A Sessão das Poderosas organizou fotos de mulheres que lutam ou lutaram contra o câncer. Confira alguns relatos.

Cecília Maria Gil –
“Senti uma bolinha estranha embaixo do peito. Corri para a emergência e o enfermeiro começou a apalpar. Logo ele chamou a gineco do andar de cima. Então o pessoal da emergência me mandou direto para a mamografia e logo apareceu. Eu disse ‘Vamos marcar a biopsia. Isso aqui não é meu, eu quero tirar isso pra ontem!’
E aí? O que tu aprende com isso? Tu tem que sempre olhar pra ti, prestar atenção em você mesma!
Usei isso como uma pedra que tropecei, mas agora vou levantar e seguir só pra cima.”

Jossilhane da Cruz Rosa –
“Eu perdi minha mãe em 2008 para o câncer de mama. Em maio desse ano eu descobri que estava com câncer também.
Achei que ia passar pelo mesmo que ela. Eu desenvolvi uma síndrome chamada Síndrome da Histeria de Conversão. Eu desmaiava mais de 20 vezes por dia, fui parar na área psiquiátrica várias vezes. Comecei a melhorar quando o médica disse que ia fazer a mastectomia total, nas duas mamas, e o esvaziamento axilar para não correr mais o risco do câncer voltar.”

Virginia da Silva Fontoura –
“Hoje revivendo tudo isso, só tenho que agradecer a Deus. Acho que a gente amadurece como tudo que a gente passa. A gente tem que ter força. Antes me importava com os cabelos, cada fiozinho que saia do lugar eu ficava nervosa. Hoje em dia nem ligo mais, fiquei completamente careca, tive força e amadureci.”

Clarissa Bittencourt Wanderley –
“Na fila do exame uma senhora de uns 80 anos, me disse: ‘Eu me trato aqui já faz 15 anos, tirei um peito em 2011, em 2014 o outro. Já tirei o rim…’ Me perguntei: ‘Mas como esse senhora esta viva?’.
Nesta insegurança com medo de meus filhos ficarem sem mim, pensei: ‘Se ela aguentou 15 anos, eu não vou parar!’.

Viviane Guarche Fernandes –
“Insisti muito para meu médico que queria fazer uma mamografia e no exame deu inconclusivo. Então achei que não era nada. Em fevereiro comecei a sentir dor, fui atrás do meu médico e foi encontrado. Em março começamos todo o processo. Tenho uma filha de 3 anos e ela é minha força. Minha família está sempre comigo, não me deixa sozinha em hipótese alguma, qualquer momento que estou sozinha já acham que tem algo acontecendo comigo. Não é fácil, mas também não é díficil.”.

Bruna Carvalho de Oliveira –
“Tentei olhar sempre com um aprendizado, ele veio para perceber muitas coisas que estavam acontecendo. Na primeira semana foi como se eu estivesse em luto, chorei muito. Mas depois eu levantei minha cabeça e não derramei mais uma lágrima, durante o tratamento inteiro. Tentei continuar as coisas que eu estava fazendo só que de uma maneira moderada. Tive que trancar a faculdade, mas segui meu estágio pois o pessoal me apoiou muito. Fiz minha cirgurgia no Dia Internacional da Mulher e me recuperei bem.”

Graciela Costa da Silva –
“Nunca imaginei, nunca teve nenhum caso na minha fámilia. Amamentei três filhos, sempre achei que estava fora do grupo de risco. Quando foi detectado já estava em um dos graus mais altos.”

Carine do Nascimento Lima –
“Meu tratamento foi tranquilo. Sofri muito na primeira semana, mas logo foquei na minha cura e encarei bem todo processo.”

Jamile do Nascimento Almeida –
“Se fosse pelo primeiro médico que fui e estaria morta. Fiz uma ecografia e o médico falou para mim que não era nada, mas não me conformei com aquele ‘nada’. Pedi para vir para Porto Alegre, pois moro em Charqueadas. Fiz meu exame e foi confirmado que era maligno.”.

Exposição Poderosas da Zona Sul acontece de 14 a 31 de outubro, das 9h às 21h e nas sextas-feiras até às 17h. As foto podem ser vistas na Avenida Otto Niemeyer, 2370

 


Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



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