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Segurança

Publicado em 27 de agosto de 2019 | Por Redação Meu Bairro

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Ministério Público acusa PM de executar jovem no Partenon

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri apresentou, nesta terça-feira, 27, denúncia contra o Policial Militar Ângelo Copolla Junior pelo homicídio duplamente qualificado de Lucas Soares Silva, ocorrido em 24 de março do ano passado, no Condomínio Princesa Isabel, em Porto Alegre.

Conforme o MP, o homicídio foi praticado mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois o denunciado atirou contra a vítima mesmo após ela já estar rendida, desarmada e deitada no chão, reduzindo qualquer possibilidade de reação ou defesa. Ainda segundo a denúncia, o crime foi cometido por motivo torpe, já que, contrariando a atribuição de defesa da lei e da ordem própria da função pública que exercia como policial militar, o denunciado deu vazão a sentimento pessoal de ódio a partir da presunção que expressou quanto ao envolvimento da vítima com a criminalidade.

O que diz o MP sobre o crime

De acordo com o Ministério Público, pouco antes das 19h do dia 24 de março de 2018, havia ocorrido um roubo em uma fruteira, quando três homens levaram, mediante ameaça com emprego de arma de fogo, dinheiro, pacotes de cigarros, fardos de cerveja, caixas de chocolates, documentos e dois celulares. O sinal de rastreamento do GPS de um dos celulares foi difundido via rádio pela Brigada Militar e a unidade em que estava o PM denunciado e outros três policiais se deslocou para o interior do Condomínio Princesa Isabel.

O MP acredita que ao chegarem ao local, Copolla ficou junto à viatura, do lado de fora, enquanto os outros três ingressaram no condomínio. Ele, então, viu Lucas Soares Silva correndo e o ordenou que parasse e se rendesse. Lucas teria obedecido e deitado em decúbito dorsal (com a barriga para cima). De acordo com o MP, mesmo depois do acusado se certificar que a vítima estava desarmada e com as mãos para cima, atirou cinco vezes contra ele com uma submetralhadora. Testemunhas afirmaram que o PM teria dito, após os disparos, que Lucas “era um vagabundo e que não gostava de ninguém do Condomínio”. A vítima foi colocada na viatura e removida pelos demais PMs para atendimento junto ao HPS, onde foi constatada a morte.


Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



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