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Publicado em 20 de dezembro de 2018 | Por Juliana de Brites

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MP acusa gestão Píffero de crimes durante gestão 2015/2016

O Ministério Público cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 20, em investigação de apropriação e desvio de dinheiro durante gestão 2015/2016. A ação foi realizada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, com apoio da Brigada Militar.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na investigação de ocorrência de crimes de apropriação indébita, estelionato, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro durante a gestão 2015/2016 do Sport Club Internacional. Os mandados são cumpridos em residências e sedes de empresas de Porto Alegre, Eldorado do Sul e Viamão.

Os investigados são Vitorio Carlos Costi Piffero, que era o presidente do Clube; Pedro Antonio Affatato, que era 1º vice-presidente e vice-presidente de Finanças; Alexandre Silveira Limeira, que era vice-presidente de Administração; Emídio Marques Ferreira, vice-presidente de Patrimônio; Marcelo Domingues de Freitas e Castro, que era vice-presidente Jurídico; e Carlos Capparelli Pellegrini, que era vice-presidente de Futebol. Também são investigadas as condutas de empresários de futebol, além de pessoas vinculadas a empresas de construção civil, de turismo e de contabilidade.

De acordo com as investigações do MP, a principal fonte de fraudes ocorreu com a retirada de dinheiro da tesouraria do clube pelo vice-presidente de Finanças do Clube, Pedro Antonio Affatato. Ele alegou que os recursos teriam sido utilizados para o pagamento de obras para empresas de construção civil e prestação de serviços, que seriam os chamados adiantamentos.

Foram cerca de R$ 10 milhões entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016, retirados diretamente por Pedro Antonio Affatato que, depois, eram comprovados por meio de notas fiscais emitidas a título de obras que não foram realizadas, embora atestadas por Emídio Marques Ferreira, ou foram superfaturadas. Segundo análise técnica realizada pelo Ministério Público, de 165 notas analisadas, oriundas de nove empresas, pelo menos 94% revelaram obras não executadas, executadas parcialmente ou com sobrepreço.

Já as suspeitas acerca da atuação de Vitorio Carlos Costi Piffero, presidente do Sport Club Internacional em 2015/2016, dizem respeito a sua condição de gestor principal e de efetiva participação em todos os setores do clube, com pleno domínio gerencial e funcional de todos os fatos praticados pelos demais dirigentes. Para o MP, ele tinha o efetivo domínio dos acontecimentos, especialmente aqueles relacionados aos adiantamentos tomados por Affatato e às negociações de atletas realizadas por Pellegrini.

Em relação aos adiantamentos efetuados por Pedro Antonio Affatato de R$ 10 milhões, o então presidente Piffero tinha conhecimento expresso e específico da preocupação do Conselho Fiscal do Inter acerca do assunto, nada fazendo de eficaz em relação a tal prática.

Nota do Internacional

O Sport Club Internacional manifesta apoio às investigações do Ministério Público Estadual (MPE). Trata-se de assunto extremamente grave e relevante, precisando ser esclarecido com celeridade, zelo e segurança. Se houver a comprovação dos fatos por ora investigados, a direção irá em busca das medidas legais para o ressarcimento dos recursos aos cofres do Clube.

Da mesma forma que colaboramos com a sindicância interna, que a partir dos apontamentos do Conselho Fiscal levaram à rejeição das contas da gestão 2016, e com as investigações do MPE, o Clube segue à disposição para contribuir com os promotores no que eles solicitarem.


Sobre o autor

é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Contato: juliana@meubairropoa.com



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