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Giancarlo Giacomelli

Publicado em 6 de fevereiro de 2015 | Por Giancarlo Giacomelli

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Obviedades

Em julho de 2013 a primeira coluna que escrevi aqui no portal (http://migre.me/oaf19) discutia os resultados que a implantação de um tabelamento de preços recém implantado na Argentina provocaria na vida dos Hermanos. Sentenciava

o resultado quanto à escassez não será diferente, logo, logo os itens da lista do órgão oficial de defesa do consumidor (vai dizer que não é irônico?) sumirão das prateleiras. Caso a lista siga em vigor, em alguns meses os argentinos não terão mais papel-higiênico nem café, exceto no ‘mercado negro’.”

De modo que não é surpresa alguma a notícia publicada esta semana de que já faltam vários produtos básicos no país como autopeças, remédios, insumos para a indústria e uma embaraçosa, a ignorância econômica dos políticos sempre cria novas situações embaraçosas, falta de absorventes internos.

Previa também, que a saída do governo seria culpar os comerciantes, exatamente como a presidenta Cristina Kirchner fez esta semana, colocando a culpa da falta de produtos nos empresários que “não mantiveram estoques adequados”. Uma falácia arrogante sem tamanho.

Apesar de que, parte significativa da população, ou como diria Nelson ‘os idiotas, que são a maioria da humanidade’, não consiga se perguntar se faz sentido centenas de comerciantes abrirem mão de vender seus produtos por não gerirem bem seus estoques, atividade que fazem desde de que se conhecem como tal.

Não é preciso ser economista para fazer este tipo de previsão. A despeito da opinião geral, a economia não é uma ciência obscura. Ela é factual, humana, prática. Máximas como essa de que o congelamento de preços sempre gera escassez, são inquestionáveis, ainda que solenemente ignoradas por boa parte dos governos.

Por aqui não é diferente. A posse de um governo com 39 ministérios custando mais de R$ 50 Bi é obscena e sintomática. Ela evidencia em uma escala macro o que se passa em todo o setor público, como uma reação em cadeia. Do mais alto escalão presidencial, até as pequenas prefeituras, a utilização do poder do estado distribuindo tetas ao criar cargos e funções inúteis sem parâmetros de desempenho ou objetivos claramente definidos, permite inferir que tudo por aqui seguirá mais caro. Do arroz e da carne ao Iphone, pois a massa de trabalhadores precisará seguir sustentando a gigantesca classe pública.

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Sobre o autor

Capitalista até os ossos. Politicamente um libertário. Contra todas as formas de intervenção do governo na vida das pessoas. Acredita no comércio como o grande símbolo da cooperação social e do que há de melhor na humanidade. Fã de Ludwig von Mises, Ayn Rand e Nelson Rodrigues. Em suma, um reaça, 'coxinha', neo-liberal, que aceita orgulhoso toda ofensa que venha da esquerda e acha a ideia de patriotismo uma piada que faz adultos parecerem crianças brincando de Forte Apache.



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