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Tristeza 19 - Marcia Matheus Tristeza_meu bairro

Publicado em 20 de junho de 2017 | por Redação Meu Bairro

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Bioquímico que matou família na Tristeza condenado a 54 anos de prisão

O bioquímico Ênio Luiz Carnetti foi condenado a 54 anos e oito meses de prisão pela morte de sua esposa e filho. O crime aconteceu no bairro Tristeza no dia 25 de julho de 2012. Os promotores de Justiça Lúcia Helena Callegari e Eugênio Paes Amorim defenderam que o réu premeditou as mortes da esposa Márcia Cambraia Calixto Carnetti, 39 anos, e de seu próprio filho, Matheus, 5 anos. Na casa, foram encontrados diversos bilhetes deixados pelo bioquímico, um deles assumindo a autoria dos assassinatos. Ele fugiu do local e tentou suicídio, jogando-se de uma ponte no Guaíba.

Sobre a suposta tentativa de suicídio do réu na manhã seguinte às mortes (ele se jogou de uma ponte sobre o Guaíba), os promotores defenderam que Ênio Carnetti sabe nadar. Se jogar na água seria uma estratégia premeditada do réu para simular o surto psicótico. Lúcia Callegari ainda lembrou que, por dia, ao menos dez mulheres são mortas no país por seus companheiros em decorrência da cultura machista e de posse dos homens com suas esposas – crime de feminicídio.

O bioquímico, que no início do julgamento popular pediu para não sentar no banco dos réus e retornar ao Presídio Central onde se encontrava recolhido sob prisão preventiva, foi considerado culpado pelas mortes. “Se fossemos julgar um crime como esse há 60 anos atrás, teríamos uma absolvição. Que bom que as mentalidades mudaram”, disse Lúcia Callegari. “Temos dois caixões, tudo isso porque ela queria se separar; ninguém pertence a ninguém e temos que compreender isso e a sociedade porto-alegrense nos deu esse resultado”, afirmou a promotora de Justiça. “A sociedade não pode mais tolerar a violência contra a mulher e nem admitir desculpas de que matou porque estava louco, estava em surto. A violência contra a mulher mata dez vítimas por dia no Brasil”, concluiu. Por sua vez, Eugênio Amorim fez uma defesa do Tribunal do Júri: “o MP se vê engrandecido pelo resultado”. Ele enfatizou ainda o fato de que a Polícia Civil será notificada para investigar possível crime de falso testemunho cometido perante o Tribunal do Júri pelo perito contratado pela defesa para sustentar a tese de inimputabilidade do réu.


Sobre @ colunista

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS




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