Sofrer algum tipo de lesão grave, ter um ataque fulminante é mais ..." /> Zona Sul pede reabertura da emergência do Parque Belém - Portal Meu Bairro


Saúde

Publicado em dezembro 4th, 2013 | Por Redação Meu Bairro

Zona Sul pede reabertura da emergência do Parque Belém

Sofrer algum tipo de lesão grave, ter um ataque fulminante é mais perigoso para quem mora na zona Sul. Isso porque não há uma emergência próxima aos bairros da região. Ontem, na Câmara de Vereadores, os moradores reivindicaram, mais uma vez, a reabertura da emergência do Hospital Parque Belém (HPB) para atender a essa comunidade. Há quase três anos fechado para atendimentos de urgência, o HPB poderia ser uma opção para desafogar o já caótico sistema de atendimento que está superlotando o Hospital de Clínicas, Conceição e Vila Nova.

De acordo com o coordenador do Conselho Popular da Grande Glória, Enilson Gambarra, o Toco, muita gente da Zona Sul tem morrido por falta dessa emergência mais próxima. “A emergência está equipada, linda, recebeu dinheiro público, mas está fechada, e nosso povo está morrendo a caminho de outros hospitais”, lamentou. “São muitas reuniões que não dão em nada, por isso pedimos aos nossos vereadores que se decida alguma coisa hoje.”

Carecas de discutir a zona Sul

Lauro Doval e Ivo Fortes falaram pela Câmara Técnica do HPB. “Estamos carecas de discutir os problemas da saúde da zona Sul”, desabafou Doval. Segundo Fortes, a expectativa da comunidade é muito grande. “O gestor precisa achar recursos; estamos exaustos de tanto andar para cima e para baixo sem resolvermos nada.”

Para o SindiSaúde, problema é na administração do Hospital. Arlindo Ritter, presidente da entidade, afirma que há falta de médicos, atraso de pagamentos a fornecedores, parcelamento de salários e assédio moral. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não tem autorizado “repasse algum” ao hospital porque a instituição “não atinge seus objetivos”.

SMS se defende e culpa Estado

“O Município não deve nada, nem um centavo ao HPB”, afirmou Fabiano Brum Beresford, da SMS. Conforme o servidor, muitas das dificuldades da saúde na Capital decorrem do fato do Estado dever R$ 52 milhões (não atualizados) ao Município. Como informou, esse pagamento está sendo reivindicado. Como atestou, a grande preocupação da SMS não se restringe a reabrir a emergência do HPB, mas em manter o hospital funcionando.

Segundo Beresford, a secretaria repassou R$ 3,3 milhões ao HPB para a reforma e aquisição de equipamentos da emergência, mas o setor não foi reaberto. Dessa forma, recursos tiveram de ser devolvidos e hoje os pagamentos são feitos por produção: à medida que produz, o hospital recebe. “Não adianta repasse de recursos, mas capacidade de gestão”, criticou, enfatizando que, por ser o HPB privado, “não pode o Município entrar e tomar conta”. Beresford ainda entregou à Cedecondh um plano com sugestões da SMS para o HPB como um todo.

Diretor-presidente: “É mentira da SMS”

O diretor-presidente do HPB, Luiz Augusto Pereira, rebateu as afirmações do SindSaúde e da SMS. “Não são verdadeiras as hipóteses levantadas aqui”, afirmou. Lembrando que, em 73 anos de história, o HPB nunca fechou as portas, o médico garantiu que o hospital não está sucateado e que os salários são pagos. “No mês passado, atrasou, mas agora estão em dia”, revelou. Pereira informou que o HPB é privado filantrópico, atende pelo SUS e convênios e se destaca nas altas complexidades, como psiquiatria. Ele declarou que assumiu a direção da instituição em março de 2011, um mês após o fechamento da emergência e, desde então, busca a reabertura do setor.

De acordo com o diretor do HPB, o Ministério da Saúde deve R$ 900 mil para o hospital. “Em 2013, pedimos esse dinheiro de novo e não recebemos.” Do Executivo Municipal o HPB recebe R$ 300 mil/mês. No entanto, como acrescentou o contador Arlindo Pozzobon, há um déficit operacional entre R$ 400 mil e R$ 500 mil decorrente de empréstimos contratados em bancos. Pereira, por fim, informou que agendou, com a presidência da Câmara Municipal, uma audiência pública sobre o caso do HPB, a ser realizada em 17 de março de 2014, às 19 horas.


Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



Volta para o início ↑