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Meio Ambiente

Publicado em 27 de setembro de 2012 | Por Redação Meu Bairro

Eleições 2012 – Meio Ambiente

Eleições 2012 Meu Bairro.

As perguntas foram feitas por moradores da Zona Sul de Porto Alegre e encaminhadas aos candidatos.

Eduardo Kath Ribeiro, morador do bairro Cavalhada – Alguns novos empreendimentos habitacionais ou comerciais promovem impactos imensuráveis no meio ambiente. Gostaria de saber se no seu governo a Prefeitura vai fiscalizar de fato se essas empresas prevêem planos de sustentabilidade para o local e entorno e se a manutenção está sendo feita.
Adão Villaverde – Queremos fazer um pacto com a indústria da construção civil: é necessário adequarmos o crescimento e o desenvolvimento da cidade para um modelo centrado na revitalização, recuperação e embelezamento da nossa cidade. Quase já não há para onde crescermos, restam poucos vazios urbanos. Para as obras que ainda serão projetadas, vamos trabalhar com muita fiscalização, mas sobretudo vamos criar condições para que elas possam incorporar compromissos básicos com a sustentabilidade: reaproveitamento de água, absorção da energia solar, armazenamento de água da chuva, espaços convenientes para a separação do lixo. Mas para isso tudo precisamos aind abaixar custos, pois uma casa construída sob esses parâmetros custa um valor de 4 X. Caso sejam feitas milhares de casas dessa maneira, o valor reduz muito.

Cleo Setubal, morador do bairro Camaquã – Meio Ambiente: nos bairros as árvores não têm poda, não tem nenhum cuidado. Eu gostaria de saber se há projetos para isso no seu plano de governo. Quando a Prefeitura vai começar a cuidar das árvores dos bairros que estão se deteriorando com o tempo por falta de cuidado?
Manuela D´Ávila – Teremos um pronto-atendimento para serviços como podas de árvores, troca de lâmpada, remoção de entulho para que cidadãos possam acionar o município que terá de resolver o problema de forma ágil.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) não pode ser entendida como uma secretaria com um fim em si mesma. É preciso que a gestão ambiental de Porto Alegre seja debatida e executada pelas demais secretarias, garantindo o combate à burocratização dos procedimentos administrativos e a agilidade no atendimento das demandas como a poda de árvores.

Rogério Bertolli, morador do bairro Teresópolis – Ações das ultimas três gestões já se mostraram ínfimas no que se refere a meio ambiente. Está ocorrendo uma aceleração de concessões de construção em áreas e espaços de matas, algumas nativas, de forma nunca vista antes. A Secretaria do Meio Ambiente está fazendo nova cobertura verde no município, ou as construtoras estão desrespeitando a atual legislação? Que compromisso prático e realizável, de curto prazo, o senhor propõe para estancar a retirada da cobertura natural que ainda dispomos e que proteção oferece aos poucos córregos que ainda existem na nossa cidade?
Roberto Robaina – Porto Alegre efetivamente pode se transformar em uma capital verde. Queremos uma cidade para as pessoas, em que as construções sejam harmonizadas com a preservação ambiental. Universalização e racionalização da coleta seletiva em parceria com as cooperativas de catadores. Efetivar o plano de despoluição do Guaíba, com tratamento total da água devolvida ao Rio. Elaboração com a sociedade civil de projeto de valorização da orla valorizando o seu uso público e sustentável. Não vamos entregar a orla para hotéis e restaurantes de luxo, para uso exclusivo da elite. A Prefeitura, em conjunto com os urbanistas de Porto Alegre, planejará o melhor aproveitamento do nosso Guaíba. Elaboração de projeto de rearborização da cidade.

Elenice Telles, moradora do bairro Tristeza – Como o senhor pretende enfrentar a questão da reciclagem na Capital, que ainda não é satisfatória e também a dos depósitos de lixo?
Jose Fortunati – A coleta seletiva de lixo da Capital é pioneira no Brasil, funciona desde 1990 e é reconhecida como a melhor do País. Coleta em todos os bairros da cidade duas vezes por semana, recolhendo cerca de 120 toneladas diárias e distribuindo os resíduos pelas Unidades de Triagem (UT) conveniadas com o DMLU. Nas 18 Uts trabalham cerca de 800 pessoas (80% mulheres) que têm um rendimento médio mensal de um salário mínimo. O lixo seco é dividido por 16 Unidades de Triagem, a UTH (Unidade de Triagem de Lixo Hospitalar), que trabalha apenas com o lixo hospitalar não contaminado e a UTC (Unidade de Triagem e Compostagem), que funciona junto à Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro, trabalha separando resíduos aproveitáveis descartados (misturados) na coleta de lixo comum, domiciliar.
Mesmo com tudo que já vem sendo feito, Porto Alegre tem potencial para melhorar ainda mais a coleta seletiva de lixo e isso, assim como o fim dos focos de lixo, passa pela conscientização da população de respeitar os horários dos caminhões, separar o lixo seco do orgânico e auxiliar no cuidado para não formação de focos de lixo.


Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



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