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Publicado em 3 de julho de 2017 | por Leitor Meu Bairro

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O cocô do seu cão no meu jardim

Simoni Bampi.
Assistente Social, moradora do Bairro Petrópolis

Envie o seu também para leitormeubairro@meubairropoa.com

Viver em sociedade, para além das regras de convivência urbana, exige bom senso. Conviver com a vizinhança exige um esforço maior.

Com o advento da verticalização dos bairros centrais em Porto Alegre, assistimos uma crescente onda pet, onde animais domésticos são incorporados às famílias como membro.

Como este pequeno e sem noção membro de família depende de cuidados, são levados a passeios diários por seus donos/as para satisfazer necessidades biológicas. Invariavelmente isso acontece em jardins e canteiros públicos e/ou alheios.

Neste amplo grupo de famílias com animais domésticos, especialmente com cães, temos aqueles que recolhem as fezes do seu totó e descartam adequadamente, aqueles que recolhem e atiram no chão ou em lixeiras públicas e/ou alheias de qualquer jeito, e aqueles que sequer recolhem.

Disso decorre três situações/problemas que configuram infração: obrigatoriedade do recolhimento, descarte irregular, e contaminação do solo (gramados, canteiros, jardins)  e calçadas.

Os dejetos caninos que enchem calçadas, jardins e passeios dos bairros da cidade constituem um grave problema de saúde pública sem fim à vista. Com a contaminação pelas fezes animais, as pessoas, especialmente crianças, ficam sujeitos a uma série de doenças, sem falar no quão desagradável é, pois exalam odor desagradável, comprometem aspectos estéticos e são fatores de conflitos de vizinhança, especialmente em condomínios. A chuva leva os dejetos deixados nas ruas, contaminando córregos, rios e o mar.

Alheios à gravidade do problema, muitos donos continuam a deixar os animais defecar no espaço público, sem posteriormente recolherem os dejetos e limpar a calçada com água sanitária, como fazem nas suas casas quando o animal defeca na sala ou no pátio.

Cada vez mais observa-se que isso vem incomodando e prejudicando os moradores da cidade, pois é comum identificar placas dirigidas aos donos de cães solicitando respeito e consideração ao próximo.

Cabe destacar a ação de empresas que disponibilizam sacos para coleta dos dejetos animais, mas não é suficiente.

A legislação de Porto Alegre que versa sobre o tema é pobre e sequer contempla o descarte correto; do poder público, nenhuma campanha educativa; aos donos de animais, falta de consciência e urbanidade.

Esta realidade me motiva a chamar atenção dos porto alegrenses para esta situação que é comum em nossos bairros, e iniciar um alerta para os perigos e cuidados a ter no dia-a-dia, em uma tentativa de educação cívica e o bem da saúde pública.

Deixo as sugestões extraídas do site da Secretaria de Saúde/Vigilância Sanitária de Florianópolis-SC,
Recolher as fezes, em sacos plásticos resistentes ou jornal e embalá-las de forma a evitar o rompimento da embalagem.

Não deixar os dejetos embalados em qualquer lugar, como calçadas, canteiros, próximo a postes, etc.

Não jogar os dejetos em bueiros, nem em terrenos baldios.

Levar os dejetos recolhidos de volta para casa e jogar no vaso sanitário. Descartar a embalagem utilizada com os demais resíduos da coleta convencional. Numa emergência, em que não seja possível levar para casa, colocar os dejetos no conteiner mais próximo, devidamente embalados.

Lavar a calcada com agua e detergente.

Incentivar o animal a defecar antes de sair para o passeio.

Assim, a cidade ganha em limpeza urbana e a vizinhança agradece.

COMO OS DEJETOS ANIMAIS DEVEM SER DESCARTADOS

Em casa ou apartamento:

Dispor as fezes de animais na rede pública de esgoto sanitário ou para o sistema individual de tratamento de esgoto, por meio do descarte no vaso sanitário ou de ralo no canil coberto.
Dispor areia e tapetes higiênicos para a coleta convencional de resíduos sólidos da Comcap, em saco plástico resistente ou em embalagem plástica ou metálica com tampa, junto com os demais rejeitos gerados na residência.
Evitar o acúmulo dos dejetos. O ideal é que seja realizada a limpeza diária do local onde os animais fazem suas necessidades.
Em condomínios, sempre recolher os dejetos das áreas comuns.

Na rua:

Os espaços públicos são ótimos locais para passear, inclusive com os animais de estimação. Entretanto, é necessário dispor adequadamente os dejetos que os animais produzem durante o passeio, para não transmitir doenças assim como não sujar e poluir o ambiente.

A posse responsável vai além dos cuidados básicos com alimentação e vacinação e por isso os proprietários e cuidadores devem proceder adequadamente:

Recolher as fezes, em sacos plásticos resistentes ou jornal e embalá-las de forma a evitar o rompimento da embalagem.
Não deixar os dejetos embalados em qualquer lugar, como calçadas ou próximo a postes, etc.
Não jogar os dejetos em bueiros nem em terrenos baldios.
Levar os dejetos recolhidos de volta para casa e jogar no vaso sanitário. Descartar a embalagem utilizada com os demais resíduos da coleta convencional. Numa emergência, em que não seja possível levar para casa, colocar os dejetos na papeleira mai s próxima, devidamente embalados.
Incentivar o animal a defecar antes de sair para o passeio.
Nunca levar cachorro à praia.

Dejetos gerados em clínicas veterinárias, criadores, estabelecimentos de embelezamento e hospedagem de animais domésticos

Onde devem ser colocados

Estabelecimentos como clínicas veterinárias, de estética ou hospedagem e criadores de animais domésticos  ficam obrigados a dispor os dejetos dos animais no sistema de esgoto sanitário ligado à rede pública ou em sistema individual de tratamento, desde que em acordo aos preceitos do artigo 37, § 1º da Lei nº 239/2006.

Onde não podem ser colocados

Não podem ser colocados para a coleta pública de resíduos sólidos.

Não podem ser descartados aleatoriamente no meio ambiente, em terrenos baldios e na rede de drenagem pluvial.


Sobre @ colunista

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One Response to O cocô do seu cão no meu jardim

  1. Marilene Bueno says:

    Perfeita tua colocação sobre os dejetos dos animais de estimação, infelizmente se é obrigado a conviver com a sujeira que acontece, as crianças não podem mais circular, pois o risco de sujar os pés e se contaminar é grande, fezes de animais transmitem doenças. Sem contar que a frente das casas fica com cheiro insuportável,e se vc faz qualquer tipo de reclamação fica apontado como chato e outros adjetivos.

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