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Entrevista

Publicado em agosto 24th, 2012 | Por Redação Meu Bairro

Arthur Guarisse das artes, do Tristeza, de Porto Alegre

Cidadão emérito das cidades de Vicenza e Porto Alegre. Organizador de um dos pontos turísticos mais conhecidos de Porto Alegre, o Brique da Redenção. Ex-marido de um dos ícones da televisão brasileira. Artista plástico, professor de História, um homem, um idealizador. Arthur Guarisse é um homem de atos. Hoje, aos 76 anos, ele segue firme e cheio de vitalidade. Divide a vida entre Porto Alegre, onde moram os filhos, e Torres. Mais do que uma história de vida, uma vida de grandes feitos.

Como foi morar no bairro Tristeza?

Essa tua pergunta me faz evocar 1960. Naquela época, o bairro era praticamente deserto. Poucas pessoas moravam aqui, e o comércio praticamente não existia. Eu morava na casa do Comendador Azevedo. Era uma linda casa, mas eu precisava de espaço. Então, construí uma casa para colocar a loja de artesanato. Vinha gente de todo o país para comprar os nossos trabalhos.

Naquela época, depois que as minhas obras começaram a ser reconhecidas, os prédios se tornaram um ponto turístico da cidade. Os governadores, por exemplo, sempre que recebiam alguma visita ilustre, levavam os visitantes ao meu ateliê para conhecer os trabalhos.

No prédio ainda estão guardadas muitas das obras daquela época. Qual é a mais importante?

Eu acho todo o espaço muito bonito. Não saberia te falar de uma peça. Tudo lá é muito bonito. O portão, por exemplo, eu comprei da casa que era do Borges de Medeiros. É lindo e estava em ótima conservação. Se eu não tivesse comprado, ele teria virado entulho.

Os vitrais, eu peguei do Colégio Marista. Eles estavam fazendo mudanças na estrutura e iam se desfazer daqueles materiais. Eu tinha muitos contatos e logo fui avisado. Era uma época de desenvolvimento no Brasil. As empresas estavam construindo e eu ficava atento a isso. Sempre que uma grande obra ia ser realizada, eu tentava contato com os proprietários.

Financeiramente, viver de arte naquela época valia a pena?

O movimento era sempre muito grande, as pessoas começaram a me procurar quando precisavam de obras de arte e, assim, eu fui crescendo. Eu exportava peças para o Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile… Eram peças todas produzidas no meu ateliê, o Artesanto Guarissi. Nós tínhamos um potencial maluco.

O que deixou saudade daqueles anos?

Eu tenho muitas saudades diferentes daquela época. Saudade da juventude, do trabalho duro, era um tempo muito bom… Eu tenho muitas lembranças daqueles anos. Eu comecei vendendo lustres na garagem, me casei em 1960 e, em sete anos, eu já tinha cinco filhos. Para ajudar, eu ainda era professor em Guaíba, onde dava aula de História. Era uma época de muito trabalho, mas de muita satisfação também.


Sobre o autor

é composta por por cinco profissionais de comunicação. Formados em jornalismo e relações públicas, produzem matérias referentes a zona Sul de Porto Alegre e também de interesse desse público. Contato com a editora, Letícia Mellos. Jornalista formada pela Unijuí - RS



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